Dilma fica, ou cai?

A situação política da presidente Dilma Rousseff parece está no limite. Não é digno falar de impeachment, sem...

12 de agosto de 2015 / Atualizado em 13 de agosto de 2015

A situação política da presidente Dilma Rousseff parece está no limite. Não é digno falar de impeachment, sem falarmos das conquistas que esse governo trouxe até aqui, desde o seu primeiro eleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano de 2002.

É fato que o país cresceu, desenvolveu e conseguiu conquistas impressionantes aos olhos humanos. O povo conseguiu a conquista de ter acesso àquilo que não tinha no passado. Os programas do governo federal emplacaram e beneficiou milhares de brasileiros (as).

A economia se destacou no cenário internacional, o Brasil ganhou visibilidade econômica e turística. O individuo de menor poder aquisitivo avançou e conseguiu ter voz diante do seu patrão. Mas, certos de que o poder seria para sempre e que o aparelhamento  funcionária, o Partido dos Trabalhadores (PT) falhou.

Pessoas ambiciosas acreditaram que estavam acima de tudo, usaram a máquina em favor de um agrupamento infiel, que encurralados, entregaria todos os envolvidos. Veio o escândalo do mensalão e para não ferir a integridade do baluarte Luiz Inácio, então presidente, condenaram o Palloci, o Dirceu, Genuíno, Marcos Valério e o Delúbio Soares. O delator do esquema foi o Roberto Jeferson, então deputado federal à época pelo (PTB).

Esse escândalo era a ponta de um processo viciante que não acabaria. Foi na principal empresa do país, que veio o segundo escândalo, onde eles descobriram como retirar dinheiro público fácil e beneficiar o agrupamento do PT em todo o país. O escândalo do Petrolão e seu estrago, outra vez, mostrou o aparelhamento político de pessoas ligadas diretamente ao PT e próximas de Lula e Dilma.

Com uma eleição dividida e com denúncias de todos os tipos, Dilma usou de todos os artifícios, inclusive, a mentira, mas conseguiu a reeleição deixando o país divido e o PT com uma pequena frente de maioria. A verdade veio e as delações premiadas, com trabalho árduo da Polícia Federal, começaram a descobrir detalhadamente como funcionava o esquema batizado de Lava-Jato. Outra vez, Dirceu estava envolvido e desta feita pessoas importantes apareceram na lista, inclusive os presidente das empresas mais destacáveis no país: Odebrecht, Engevix, Galvão Engenharia, Iesa, Mendes Junior, OAS, Queiroz Galvão e UTC-Constran, Camargo Correia.

A Polícia Federal fazia um trabalho árduo porque o dinheiro público roubado do povo brasileiro estava em todos os lugares. Começa o trabalho de devolução. Atualmente, a PF não conseguiu calcular os desvios do roubo da Petrobras, mas estima um cálculo que chega a quase $ 2 Bilhões de dólares.

E, tragicamente, veio à queda na economia, o povo sentiu na pele os efeitos da inflação. E consequentemente, o congresso nacional, começou a sentir-se incomodado com toda a situação que trazia os jogos de interesses. Um político ganha a eleição, pensando em trazer recursos ao seu reduto eleitoral. O escândalo na Petrobrás trouxe insegurança e insatisfação do povo brasileiro, começou um período de enfraquecimento do PT.

Nesse período delicado entre a permanência e a saída da presidente Dilma, não houve reações de reconhecimento dos erros. Há um cerco em torno de Lula e Dilma que pode estourar a qualquer momento. A presidente afirmou publicamente que não renunciará ao seu mandato conquistado legitimamente pelo povo brasileiro. Essa semana, uma cena marcou os observadores políticos, onde o ex-presidente Fernando Collor de Mello e atual Senador da república, disse a presidente: “A senhora presidenta, foi eleita com legitimidade pelo povo Brasileiro, mas lembre-se, cautelosamente, que eu também fui à época e cai”.

Muitas denúncias, economia fragilizada, escândalos que envolvem pessoas de grande fluência política, polícia federal investigando com fervor. O congresso que votar a pauta bomba que visualiza as contas da presidenta Dilma e os pedidos de impeachment que chegaram à mesa da Câmara dos Deputados.

Com tantas ocorrências, e uma rejeição popular que ultrapassa Collor, com 71% de impopularidade, o povo brasileiro está ansioso para saber se a presidente Dilma fica ou cai.

FONTE: Joris Bento.

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